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sexta-feira, 15 de março de 2013

CURIOSIDADES





No mundo de hoje, quem nunca ouviu a palavra internet? Daria para contar nos dedos as pessoas que não. A internet é uma ferramenta usada e abusada por muitos, ela se torna necessária e de extrema importância para nossa comunicação.
Com ela, falamos em segundos com pessoas do outro lado do mundo, compramos, assistimos vídeos, realizamos pesquisas e muitas outras coisas. Mas, até que ponto o uso dos aparelhos tecnológicos que possuem internet pode prejudicar a saúde e a qualidade de vida de uma pessoa?
Segundo a psicóloga, Patrícia Poletti, o uso dessa ferramenta em demasia pode prejudicar a saúde física e mental. “Pode trazer problemas de visão, coluna e lesões por ficar muito tempo digitando, sentado. Traz alterações de sono e apetite e, com isso, alterações hormonais e de doenças como a diabetes e obesidade. Além disso, ela pode desenvolver o estresse, transtornos de ansiedade, depressão, fobia social e a dependência. A dependência de tecnologia hoje é considerada e tratada como uma doença”, explica.
O uso exagerado da ferramenta pode se tornar preocupante quando as atividades de rotina e os relacionamentos começam a ser prejudicados. A estudante Géssica Neves Coutinho, 18 anos, diz que não consegue viver sem.
“Eu uso para fazer parte das redes sociais, para me ajudar na escola, visitar algum blog, alguma coisa que me interessa e para fazer downloads . Eu uso todos os dias durante muito tempo, é toda hora, se não é pelo computador, é pelo celular, iPad. Para qualquer coisa, eu estou usando a internet. Eu uso o tempo todo e não consigo ficar sem. Faz parte da minha vida!”, confessa.
A psicóloga ainda afirma que outros sinais podem aparecer em quem está sendo prejudicado pela internet. “Se a pessoa não consegue terminar tarefas de escola ou do trabalho, está sempre atrasada, tem prejuízos no desempenho escolar ou profissional; se a pessoa está num restaurante com amigos e deixa de conversar ou se relacionar para se preocupar com mensagens ou para ficar conectada; se deixar de sair ou viajar por causa da tecnologia, é hora de se preocupar e buscar ajuda.”
O uso da tecnologia pode virar um vício e, hoje, é considerada uma dependência, assim como de álcool e drogas e necessita ser tratada. Patrícia explica que, como ocorre com um viciado em álcool ou em drogas, o doente da internet desenvolve uma tolerância que, nesse caso, o faz ficar on-line por uma eternidade sem se dar conta do exagero, sofrendo de crises de abstinência quando está desconectado e tendo as tarefas de natureza intelectual despencadas.
“Diante da tela do computador, vive, aí sim, momentos de rara euforia. O viciado em internet vai, aos poucos, perdendo os elos com o mundo real até desembocar num universo paralelo — e completamente virtual.”
A estudante de 17 anos, Jackeline Marassi, também usa a internet todos os dias para pesquisas, entretenimento e para saber notícias do mundo. No entanto, está tentando se controlar devido aos estudos. “Estou no 3º ano do ensino médio e estou focando mais nos meus estudos; ao invés da internet, procuro ler um livro. A internet consegue nos distrair bastante. Mas, eu estou trocando as ferramentas de busca da internet pelo livro. Estou evitando, eu consigo ficar menos de cinco horas por dia”, conta.
Mesmo com o controle, Jackeline vive entre computador e celular e afirma que para viver longe do mundo virtual é preciso força de vontade. “Saio do computador e já vou para o celular para ver o que está acontecendo. Não é difícil me controlar, mas preciso ter vontade mesmo de viver mais, curtir mais, sair desse mundo virtual e curtir a vida. Nós tentamos ficar longe, mas é difícil”, observa.
Segundo Patrícia, como toda dependência, é difícil de ser combatido esse comportamento diante da internet, principalmente, pela pessoa dependente não ver um problema em seu comportamento. Como a tecnologia faz parte do dia a dia de todos e é útil, fica mais difícil ainda mostrar que a pessoa tem um problema com isso.
“Para uma criança, adolescente e adulto também, o ideal é que nenhuma atividade diária seja prejudicada pela internet. Assim, o tempo de brincar, descansar, estudar e trabalhar não deve ser alterado para que a pessoa fique mais tempo conectada. Internet não conta como tempo brincando ou estudando, brincar é correr, pular, construir e se relacionar. Estudar é ler, pesquisar, escrever. Assim, para as crianças e adolescentes, o ideal é que gastem de uma a duas horas na internet”, orienta a psicóloga.
O operador de campo, Aliandro Nunes Faria, 36 anos, se encaixa nesses padrões e sabe usar a ferramenta sem prejudicar o seu dia a dia. “Eu uso, em média, umas duas vezes por semana. O tempo por dia depende do assunto, até pela falta de tempo mesmo, pela correria do dia a dia. Eu acabo dando prioridade para outras coisas mais importantes e que precisam ser feitas. Eu não me considero viciado em internet, só uso por necessidade mesmo na maioria das vezes.”
A ajuda para tratar o problema deve ser procurada sempre que o uso da tecnologia estiver atrapalhando a rotina e prejudicando a vida do indivíduo. Para finalizar, a psicóloga deixa alguns sinais que indicam que a pessoa está precisando de ajuda de um profissional.
- se a tecnologia e os assuntos ligados a ela são o único interesse da pessoa e ela só fala disso;
- muda de humor ou irrita-se exageradamente quando fica sem a tecnologia;
- não cumpre com suas obrigações diárias como tarefas domésticas, lição de casa ou trabalho;
- prefere a tecnologia à companhia de amigos e familiares;
- se a pessoa é muito criticada pela família ou amigos por ficar muito tempo conectada;
- perde horas de sono e refeições para ficar on-line. Matéria tirada de: 

Gazeta de Cosmópolis

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